terça-feira, 31 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
Em silêncio descobri essa cidade no mapa
a toda a velocidade: gota
sombria. Descobri as poeiras que batiam
como peixes no sangue.
A toda a velocidade, em silêncio, no mapa -
como se descobre uma letra
de outra cor no meio das folhas,
estremecendo nos olmos, em silêncio. Gota
sombria num girassol. -
essa letra, essa cidade em silêncio,
batendo como sangue.
sombria. Descobri as poeiras que batiam
como peixes no sangue.
A toda a velocidade, em silêncio, no mapa -
como se descobre uma letra
de outra cor no meio das folhas,
estremecendo nos olmos, em silêncio. Gota
sombria num girassol. -
essa letra, essa cidade em silêncio,
batendo como sangue.
Era a minha cidade ao norte do mapa,
numa velocidade chamada
mundo sombrio. Seus peixes estremeciam
como letras no alto das folhas,
poeiras de outra cor: girassol que se descobre
como uma gota no mundo.
Descobri essa cidade, aplainando tábuas
lentas como rosas vigiadas
pelas letras dos espinhos. Era em silêncio
como uma gota
de seiva lenta numa tábua aplainada.
numa velocidade chamada
mundo sombrio. Seus peixes estremeciam
como letras no alto das folhas,
poeiras de outra cor: girassol que se descobre
como uma gota no mundo.
Descobri essa cidade, aplainando tábuas
lentas como rosas vigiadas
pelas letras dos espinhos. Era em silêncio
como uma gota
de seiva lenta numa tábua aplainada.
Descobri que tinha asas como uma pêra
que desce. E a essa velocidade
voava para mim aquela cidade do mapa.
Eu batia como os peixes batendo
dentro do sangue - peixes
em silêncio, cheios de folhas. Eu escrevia,
aplainando na tábua
todo o meu silêncio. E a seiva
sombria vinha escorrendo do mapa
desse girassol, no mapa
do mundo. Na sombra do sangue, estremecendo
como as letras nas folhas
de outra cor.
que desce. E a essa velocidade
voava para mim aquela cidade do mapa.
Eu batia como os peixes batendo
dentro do sangue - peixes
em silêncio, cheios de folhas. Eu escrevia,
aplainando na tábua
todo o meu silêncio. E a seiva
sombria vinha escorrendo do mapa
desse girassol, no mapa
do mundo. Na sombra do sangue, estremecendo
como as letras nas folhas
de outra cor.
Cidade que aperto, batendo as asas - ela -
no ar do mapa. E que aperto
contra quanto, estremecendo em mim com folhas,
escrevo no mundo.
Que aperto com o amor sombrio contra
mim: peixes de grande velocidade,
letra monumental descoberta entre poeiras.
E que eu amo lentamente até ao fim
da tábua por onde escorre
em silêncio aplainado noutra cor:
como uma pêra voando,
um girassol do mundo.
no ar do mapa. E que aperto
contra quanto, estremecendo em mim com folhas,
escrevo no mundo.
Que aperto com o amor sombrio contra
mim: peixes de grande velocidade,
letra monumental descoberta entre poeiras.
E que eu amo lentamente até ao fim
da tábua por onde escorre
em silêncio aplainado noutra cor:
como uma pêra voando,
um girassol do mundo.
Herberto Helder
sexta-feira, 20 de março de 2015
![]() |
| © Stratos Gazas Unaccompanied |
"Mexican Loneliness" by Jack Kerouac
And I am an unhappy strangergrooking in the streets of Mexico-
My friends have died on me, my
lovers disappeared, my whores banned,
my bed rocked and heaved by
earthquake - and no holy weed
to get high by candlelight
and dream - only fumes of buses,
dust storms, and maids peeking at me thru a hole in the door
secretly drilled to watch
masturbators fuck pillows -
I am the Gargoyle
of Our Lady
dreaming in space
gray mist dreams --
My face is pointed towards Napoleon
------ I have no form ------
My address book is full of RIP's
I have no value in the void,
at home without honor, -
My only friend is an old fag
without a typewriter
Who, if he's my friend,
I'll be buggered.
I have some mayonnaise left,
a whole unwanted bottle of oil,
peasants washing my sky light,
a nut clearing his throat
in the bathroom next to mine
a hundred times a day
sharing my common ceiling -
If I get drunk I get thirsty
- if I walk my foot breaks down
- if I smile my mask's a farce
- if I cry I'm just a child -
- if I remember I'm a liar
- if I write the writing's done -
- if I die the dying's over -
- if I live the dying's just begun -
- if I wait the waiting's longer
- if I go the going's gone
if I sleep the bliss is heavy
the bliss is heavy on my lids
- if I go to cheap movies
the bedbugs get me -
Expensive movies I can't afford
- if I do nothing
nothing does
quinta-feira, 19 de março de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
A Melhor Maneira de Viajar é Sentir
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
(...)
Álvaro de Campos
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
(...)
Álvaro de Campos
sábado, 14 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
sábado, 7 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Subscrever:
Comentários (Atom)














