quinta-feira, 30 de abril de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

All day I hear the noise of waters 
Making moan, 
Sad as the sea-bird is when, going 
Forth alone, 
He hears the winds cry to the water's 
Monotone. 

The grey winds, the cold winds are blowing 
Where I go. 
I hear the noise of many waters 
Far below. 
All day, all night, I hear them flowing 
To and fro. 

domingo, 26 de abril de 2015

sábado, 25 de abril de 2015


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Jesse Summers
reprimi-me de escrever.. ausentei-me dos sentidos..
queixo-me de que tive uma alma jovem que censurei..
em sete anos de solidão e abnegação de palavras
a abstenção de o fazer para humanos..
imiscui-me de uma morte lenta que me quebrou,
e ainda hoje junto as peças que aquele mar levou..
encontrei o que procurava? talvez.. o afecto e a entrega que não vês.. mas não fui procurado e dificilmente me encontram..
estarei sempre ali, no entanto, sentado
uma espera incessante por ser tocado..

quarta-feira, 22 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

towards adoration

Léon Spilliaert (1881-1946) - L'arbre au bout de l'escalier


domingo, 19 de abril de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

Love Is the Key - Christian Schloe


sexta-feira, 17 de abril de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

there's always a piano..

Christian Richter

há sempre uma porta por abrir onde te encontrarei do outro lado..
mesmo que não me vejas, mitigado pela sombra amolecida do sol,
que me desperta crisântemos melódicos ansiosos por levitar como um pêndulo.
procuro incessantemente as chaves que abrem a porta,
que não é de madeira nem metal, que não tem cor nem fechadura
e que só um sábio amargurado, um esteta de palavras e jardineiro do som conhece o segredo da abertura..
é a porta por abrir onde te encontrarei do outro lado,
onde só o silêncio espera..
Léon Spilliaert - The Open Door (1945)

..dizem que faz parte



terça-feira, 14 de abril de 2015

é um emaranhado de aranhas que me trepa por estratagemas
envolvem-me em teias frágeis e comichosas.
como te admiro a persistência.. como me confunde essa insistência..

mas troco de lugar contigo se quiseres..
posso ser eu o fabricante de tecido, posso ser eu a encorpar-te..
é que, no fundo, não sou assim tão gigante para me olhares com esses olhos..





segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tomasz Alen Kopera
“Each person shines with his or her own light. No two flames are alike. There are big flames and little flames, flames of every color. Some people’s flames are so still they don’t even flicker in the wind, while others have wild flames that fill the air with sparks. Some foolish flames neither burn nor shed light, but others blaze with life so fiercely that you can’t look at them without blinking, and if you approach you shine in the fire.” 
― Eduardo Galeano



..there is a bluebird


domingo, 12 de abril de 2015

reflexiveness


 Claudio Montegriffo - 
The journey

sexta-feira, 10 de abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015


Léon Spilliaert - Night (1908)

terça-feira, 7 de abril de 2015


Lembrar teus carinhos induz 
a ter existido um pomar 
intangíveis laranjas de luz 
laranjas que apetece roubar. 
(Natália Correia)
Leonora-Carrington

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oskar Kokoschka
é uma ânsia esperar pelo tempo passar,
                   
                                        é uma amargura se o tempo não parar..


sábado, 4 de abril de 2015


Sebastião Salgado - luta pela terra


sexta-feira, 3 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto

ruy belo 

quarta-feira, 1 de abril de 2015


Envolver-me
na mais obscura solidão das searas e gemer
Amassar com os dentes uma morte íntima
Durante a sonolência balbuciante das papoulas
Prolongar a vida deste verão até ao mais próximo verão
para que os corpos tenham tempo de amadurecer

...colher em tuas coxas o sumo espesso
e no calor molhado da noite seduzir as luas
o riso dos jovens pastores desprevenidos...as bocas
do gado triturando o restolho....as correrias inesperadas
das aves rasteiras

....e crescerei das fecundas terras ou da morte
que sufoca o cio da boca.....
....subirei com a fala ao cimo do teu corpo ausente
trasmitir-lhe-ei o opiáceo amor das estações quentes.


Al berto