segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

novo capítulo..

Procurava um penedo. Não um penedo qualquer, mas aquele que mais o pudesse transportar pelas viagens da contemplação. Aquele em que podia cruzar as pernas e fechar os olhos com força, para depois os abrir tranquilamente e experienciar o caleidoscópio criado por uma nuvem luminosa que baloiçava à sua frente e a mistura de tons de um sol delirante que fugia inalcançável por detrás da montanha. Poder sentir-se levitar como se estivesse a ser empurrado pelo vácuo, para depois sentir o conforto do amparo de forças invisíveis que lhe soavam a melodias em silêncio e evaporar-se por fim na ausência.