sábado, 30 de maio de 2015
passeava num corredor donde se erguiam estandartes de letras quando passou por mim o teu perfume.. senti-o num ápice! Mas não me voltei, não precisei de ver de onde tinha chegado, apenas perceber de que estava ali, naquele momento, mas que talvez esse momento não fosse senão um outro tempo num outro espaço, em que tivesses exalado esse aroma que me levou de novo à tua presença.. ao mergulhar de olhares constrangidos.. cheirar as purezas indistintas que emanam ao toque dos corpos, respirar o mesmo ar, ser real..
são essas as possibilidades de um universo do qual não sei falar..
..do desconhecido e do misterioso, do qual apenas nos debruçamos sobre uma infinitesimal parte, mas que assim que nos dispomos a abrir-nos provoca-nos na mais bela das obsessões..
não sei falar de como é poder existir em vários tempos ao mesmo tempo, fragmentar-me em milhares de partículas e vê-las a melodiar por entre caminhos fantasmagóricos em que a luz demora milénios a cruzar e, por fim, desembocar num areal estrelar, onde cada grãozinho de areia representa mão mais do que um conjunto de explosões de mitos radiosos que se propagam por todo o mundo imaginado e por imaginar..
tampouco sei falar dos planetas com mil sóis azuis, dos satélites em forma de pêssegos e meteoritos de penedos esponjosos.. Ou ainda das caudas poeirentas de cometas, galáxias intermitentes e buracos negros às cores..
não sei falar dos amanheceres na lua nem do céu do Saturno anelar..
apenas sei falar do que desconheço, do que ainda não tem nome, do que ainda não tem ser.. mas que existe na mais pura realidade adormecida, num sonho lindo do qual não se espera acordar.
Disso.. todos sabemos falar..
são essas as possibilidades de um universo do qual não sei falar..
..do desconhecido e do misterioso, do qual apenas nos debruçamos sobre uma infinitesimal parte, mas que assim que nos dispomos a abrir-nos provoca-nos na mais bela das obsessões..
não sei falar de como é poder existir em vários tempos ao mesmo tempo, fragmentar-me em milhares de partículas e vê-las a melodiar por entre caminhos fantasmagóricos em que a luz demora milénios a cruzar e, por fim, desembocar num areal estrelar, onde cada grãozinho de areia representa mão mais do que um conjunto de explosões de mitos radiosos que se propagam por todo o mundo imaginado e por imaginar..
tampouco sei falar dos planetas com mil sóis azuis, dos satélites em forma de pêssegos e meteoritos de penedos esponjosos.. Ou ainda das caudas poeirentas de cometas, galáxias intermitentes e buracos negros às cores..
não sei falar dos amanheceres na lua nem do céu do Saturno anelar..
apenas sei falar do que desconheço, do que ainda não tem nome, do que ainda não tem ser.. mas que existe na mais pura realidade adormecida, num sonho lindo do qual não se espera acordar.
Disso.. todos sabemos falar..
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