Procurava
um penedo. Não um penedo qualquer, mas aquele que mais o pudesse transportar
pelas viagens da contemplação. Aquele em que podia cruzar as pernas e fechar os
olhos com força, para depois os abrir tranquilamente e experienciar o caleidoscópio
criado por uma nuvem luminosa que baloiçava à sua frente e a mistura de tons de
um sol delirante que fugia inalcançável por detrás da montanha. Poder sentir-se
levitar como se estivesse a ser empurrado pelo vácuo, para depois sentir o
conforto do amparo de forças invisíveis que lhe soavam a melodias em silêncio e
evaporar-se por fim na ausência.
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