segunda-feira, 11 de maio de 2015

e como seria se tivesse a tua mão para afagar..
cabelos fartos que suspiram de comichão, e escondem lábios de uma alegre tentação..

o que seria se me empurrasses para fora do vazio,
se me preenchesses o vácuo obscuro que me penetra o coração..

mas ficas como a espuma por cima de um mar de vento,
sempre presente, mas nunca imersa em águas revoltosas que é só o que tenho para dar..

és a minha árvore azul de contemplação e só.. só restam troncos de lamento e folhas caídas por apanhar..

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