sexta-feira, 22 de maio de 2015

Antonio Mora
na impossibilidade de te tocar,
porque me pedes um silêncio que não sustento
e uma ausência que causa sofrimento:

materializo-te então num fechar de olhos,
sinto numa ave pardacenta o teu olhar,
arrepio-me com o toque invisível do algodão a esvoaçar,
humedeço os lábios como se te fosse beijar,
aconchego-me numa árvore ao teu abraço imaginário,
incha-me o peito de borboletas em cortejo,
coloridas manhãs cantadas em harpejo..

não te sinto.. pudesses tu ser irreal..
mas é tão forte o sentimento
que o real és tu e o meu lamento..

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